
Quando o Conde Florival,
dos mouros preso ficou,
esse conde especial,
de repente se soltou.
Pai e mãe choravam,
dia e noite, julgando-o morto,
eles tanto o amavam,
enquanto falavam:
«Meus braços te prendem
para lá do mar,
sei que voltarás
para eu te abraçar.»
Quando o Conde Florival
para a filha do Rei Mouro olhou,
esse Conde especial,
logo se apaixonou.
Uma noite a Bela Moura
foi ter com o Conde Florival.
Combinaram fugir de madrugada
com um cavalo irreal.
Tudo se fez como ela mandou,
montados num lindo cavalo irreal
depressa ela murmurou
uma quadra especial:
«Mais veloz que o vento
e que o pensamento,
meu cavalinho irreal,
poisa nos areais de Portugal!»
Em menos de um segundo
o cavalo irreal
estendendo as suas asas
poisou num imenso areal.
– Coberto de andrajos,
não posso aparecer assim.
Em breve estarei de volta,
espera aqui por mim.
– Vou contigo ao palácio,
Com um trajo adequado,
Apresento-te como minha noiva,
Pois sou teu amado.
– Não te esquecerei,
se ninguém me abraçar,
eu sempre te amei!
Fico aqui até eu regressar.
Ouviu alguém dizer o seu nome,
quando estavam prestes a chegar.
Nem teve tempos para ver de quem se tratava
pois alguém o foi abraçar.
«Meus braços te prenderam
para lá do mar.
Sabia que regressarias
para eu te abraçar.»
Os olhos do Conde Florival
ficaram presos nessa pessoa.
Deixou a sua amada no areal,
esqueceu-se da Bela Moura.
Valéria Gonçalves (6.º A)



