terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Bela Moura


Quando o Conde Florival,

dos mouros preso ficou,

esse conde especial,

de repente se soltou.

Pai e mãe choravam,

dia e noite, julgando-o morto,

eles tanto o amavam,

enquanto falavam:

«Meus braços te prendem

para lá do mar,

sei que voltarás

para eu te abraçar.»



Quando o Conde Florival

para a filha do Rei Mouro olhou,

esse Conde especial,

logo se apaixonou.

Uma noite a Bela Moura

foi ter com o Conde Florival.

Combinaram fugir de madrugada

com um cavalo irreal.





Tudo se fez como ela mandou,

montados num lindo cavalo irreal

depressa ela murmurou

uma quadra especial:

«Mais veloz que o vento

e que o pensamento,

meu cavalinho irreal,

poisa nos areais de Portugal!»

Em menos de um segundo

o cavalo irreal

estendendo as suas asas

poisou num imenso areal.

Coberto de andrajos,

não posso aparecer assim.

Em breve estarei de volta,

espera aqui por mim.

Vou contigo ao palácio,

Com um trajo adequado,

Apresento-te como minha noiva,

Pois sou teu amado.

– Não te esquecerei,

se ninguém me abraçar,

eu sempre te amei!

Fico aqui até eu regressar.

Ouviu alguém dizer o seu nome,

quando estavam prestes a chegar.

Nem teve tempos para ver de quem se tratava

pois alguém o foi abraçar.

«Meus braços te prenderam

para lá do mar.





Sabia que regressarias

para eu te abraçar.»

Os olhos do Conde Florival

ficaram presos nessa pessoa.

Deixou a sua amada no areal,

esqueceu-se da Bela Moura.



Valéria Gonçalves (6.º A)